CDL Santa Maria

Vendas no comércio local são impulsionadas pela queda nas temperaturas

Com a chegada do inverno e a queda nas temperaturas, os lojistas santa-marienses já percebem os efeitos da estação no desempenho das vendas. Para entender melhor o cenário, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Santa Maria realizou uma pesquisa com seus associados e ouviu empresárias do setor, que relataram os impactos sentidos no dia a dia das lojas.

Entre os participantes da pesquisa aplicada em grupo de WhatsApp, a maioria afirmou ter percebido um aumento nas vendas em decorrência do clima mais frio. Dos que responderam, 47 apontaram crescimento nas vendas; 35 relataram queda; 17 afirmaram que as vendas se mantiveram estáveis; e 12 consideraram ainda ser cedo para avaliar os resultados da estação.

A empresária Lizandra Manteufel, da loja Enxovais e Cia, destaca que o inverno mais rigoroso registrado neste ano contribuiu para intensificar a procura por itens voltados ao conforto térmico. “Sentimos bastante impacto. Quando o inverno chega com temperaturas mais baixas, como aconteceu este ano, percebemos um aumento significativo no movimento da loja. Esse frio mais intenso influencia diretamente o comportamento de compra dos clientes, que passam a buscar mais conforto e aquecimento para a sua casa e para o uso pessoal”, afirma.

Segundo a lojista, produtos como edredons, cobertores, lençóis de plush, pijamas e robes estão entre os mais procurados no período. “Notamos um destaque maior para os lençóis de plush, pijamas quentes e robes, que tiveram uma saída ainda mais significativa neste inverno. Apesar de o comércio estar enfrentando um cenário desafiador, o frio deste ano contribuiu para aquecer as vendas no período”, avalia.

Já Ângela Saccol Bagolin, responsável pelas Lojas Safira, ressalta que o mês de maio é historicamente um dos períodos mais fortes do ano para o setor, muitas vezes superando as vendas de dezembro. “É uma estação de alto risco para o lojista, pois as compras de inverno são feitas com bastante antecedência, geralmente cinco meses antes. Se as temperaturas não caem, a margem de retorno é menor, e há a necessidade de liquidações antecipadas”, explica.

Com a chegada das frentes frias mais intensas no final de maio, as vendas na loja ganharam fôlego e se mantiveram aquecidas ao longo de junho e início de julho. “Neste ano, observamos uma mudança no perfil de consumo. Nos últimos invernos, a procura era por peças mais leves. Com o frio rigoroso, os consumidores buscaram produtos mais robustos, como jaquetas, botas e peças térmicas”, completa.

Texto: Maria Eduarda Baldin

Foto: Maria Eduarda Baldin